Sapos
Amanda Cordeiro Quintella
O que sabemos sobre a palavra sapo?
Pensamos em nojo,
Em bicho pegajoso
Que quem quer por perto tem motivo.
Quem quer por perto um sapo?
O que mais pensamos sobre o sapo?
Pula e gruda onde quer,
Geralmente esverdeado, cor de podre.
O que nos faz pensar em sapo?
No que o sapo nos faz pensar?
Sapo come mosca...
Se um sapo não se sente sapo
Como ele vê um outro sapo?
E como vê quem não é sapo?
E quem não é sapo e come mosca?
Sapo nem sabe quem nós somos
E queríamos nem saber
Mesmo assim ele lança veneno ao desconhecido.
Como o sapo te vê?
Não devemos subestimar o poder
De um sapo,
De uma palavra,
De modos de ver.
Um sapo pode não comer mosca,
Cuidado!!!!
Amanda, a força do poema está na formulação comer/não comer moscas. É muito bom nesse aspecto. Mas achei longo. Você consegue o efeito desejado com um poema mais enxuto. Se gostar da sugestão, comece a repensar a forma evitando as interrogativas.
ResponderExcluirAmandinha, fiquei pensando no que o Alexandre disse e concordo com as interrogativas. Entretanto, eu não mexeria em nada da estrofe que começa com o verso "Se um sapo não se sente sapo".
ResponderExcluirVocê foi uma das que melhor entendeu a atividade, Amanda. Esse poema é muito bom, mas tem uma potência nele que pode ter muita relação com o comentário do Alexandre. Pensar isso para a segunda atividade da oficina pode ser uma boa.
Beijão.
Obrigada Alexandre e Anelise! Vou repensar e reescrever tentando melhorar!
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