terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Iconoclastas, II


Aquele que não pode ser nomeado
incômoda presença.

O que não pode ser dito
empurra goela abaixo.

Costura a boca
costura a boca do sapo.

Não reclame, trabalhe
não trabalhe, proteste.

O banqueiro não te decifra
mas te devora.

Ei, ainda não disse o meu nome
mas sei que te chamam Leviatã.






2 comentários:

  1. Continua?
    Quando o poeta dirá o nome?
    Enquanto isso esse monstro vai crescendo e se justificando com a lógica da canalha.
    Quero saber o nome desse EU - que vai se criando como um herói de folhetim.
    Continua!!

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  2. Oi Anderson. Pude reler os poemas do blog e sua série intitulada “Iconoclastas”; muito maneiro. Ver as mobilizações e os disparos. Andei pensando a partir também da sequencia dos enredos e do que me recordo. Será que o quadro inicial que elaboramos juntos na atividade n°1, acerca das “palavras vazias”, não seria algo a se olhar mais de perto? Quando excluímos o amor, por exemplo, logo de cara. Sei lá, isso me vêm muito também por conta da fala sobre a esperança, a relação com a utopia, até os valores. Também acho que é sem “culpa;)” a gente vai olhando devagar e pensando juntos. Valeu pelo poema, muito bom. A criação da oficina e tudo mais.

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